domingo, 30 de setembro de 2012

2012aw Supernova em M95

http://messier.seds.org/more/m095_sn2012aw.html
2012aw supernovas, primeiro chamados PSN J10435372 1.140.177, foi descoberto em 16 de março de 2012 por Paolo Fagotti, Bastia Umbra, Itália no vermelho magnitude 15. Observações adicionais foram relatados por Alessandro Dimai do Projeto de Pesquisa italiano Supernovas com o Druscie Col Observatory (telescópio Maioni - SC 11 "f / 6,3). sobre duas imagens filtradas CCD Uma descoberta independente foi acjieved por Jure Skvarc em quatro imagens CCD tomadas com o telescópio Cichocki 0.60-mf/3.3 do Vrh Crni Observatory, Eslovénia. Peter Brown usou o telescópio ultravioleta / óptico (UVOT) a bordo do satélite Swift para observá-lo em 19 de março, e encontrei-o em magnitude visual 13,7, subindo rapidamente . No mesmo dia, foi encontrado em rápida ascensão na mag 13.1. Parece ter atingido o pico em torno de 22-24 março em visuais mag 13,0-12,7, e no final de março a início de abril de 2012, ficou com magnitude 13. Ele começou a desaparecer lentamente para mag 13,5 no início de maio e de 13,6 no início de junho de 2012. Esta supernova está localizado a 60 "oeste e 115" ao sul do centro de M95 nos braços espirais exteriores. Como também implícito por este local, ele estava determinado a ser de IIP tipo através de observações com o observatório de satélite Swift. O planalto de brilho quase constante (perto mag 13-13,5) foi bem observado a partir de março de bem para início de junho, 2012. 2012aw Supernova em M95 descoberta anunciar: CBET 3054 ( Quadri et.al. 2012 ), ATEL 3979 (PSN J10435372 1.140.177); CBAt "Relatórios de Seguimento transitórios Objetos" Supernova 2012aw Recursos por David Bispo A galáxia espiral barrada M95, tem aproximadamente 75000 anos-luz de diâmetro, ou seja, um tamanho comparável à Via Láctea e uma das maiores galáxias do Grupo de Galáxias Leo I. De fato ela é parte de um famoso trio de galáxias, chamado de Trio do Leão, com as vizinhas M96 e M105, localizadas a aproximadamente 38 milhões de anos-luz de distância. Nesse retrato nítido e colorido dessa ilha do universo, um brilhante e compacto anel de estrelas em formação circunda o núcleo da galáxia. Ao redor da proeminente e amarelada barra estão braços espirais traçados por linhas de poeira, jovens aglomerados estelares azuis e regiões rosadas de formação de estrelas. Como bônus, se você seguir o braço espiral que se abre para baixo e para a direita você poderá em breve ver a última supernova da M95, a SN 2012aw, descoberta em 16 de Março de 2012 e agora identificada como a explosão de uma estrela massiva. Um bom alvo para pequenos telescópios, a supernova pode ser vista no vídeo abaixo comparando uma imagem recente com uma imagem profunda da M95 sem a presença da supernova feita em 2009. http://cienctec.com.br/wordpress/index.php/m95-com-supernova/

sábado, 29 de setembro de 2012

METEORITOS

http://www.meteoritos.com.br/ Meteoritos são fragmentos de corpos extraterrestres que sobrevivem a passagem atmosférica como grandes meteoros (bólidos) atingindo o solo. Podem ser vistos cair ou encontrados no solo. Existem três tipos básicos de meteoritos
rochosos - como pedra
metálicos - como aço
mistos - rocha + aço PARA IDENTIFICAÇÃO DE METEORITOS MANDE E-MAIL PARA: meteoritos@globo.com É muito difícil imaginar como é uma pedra descrita ao telefone. Por favor dê preferência por mandar e-mail com foto do suposto meteorito. PRESTE ATENÇÃO NESTE DADOS BÁSICOS Pedras de raio ou couriscos não são meteoritos: As pedras em formatos pontudos que segundo dizem aparece depois de um raio atingir o solo não são meteoritos e sim artefatos indígenas. Meteoritos não são pedras pretas: Eles são escuros apenas por fora com uma fina película chamada de crosta de fusão. Por isso é muito importante que se veja o interior da pedra. Meteoritos metálicos não são cor de grafite: Os meteoritos metálicos por dentro apresentam cor de aço e não cor de grafite ou avermelhados como ferrugem. Meteoritos são atraídos por ímãs: Praticamente quase todos meteoritos são atraídos por ímã, mas não são magnéticos. Portanto se tua pedra não for atraída por ímã a não ser que tenha sido vista cair e apresnte uma crosta de fusão não é meteorito. Nem toda pedra que é atraída por ímã é meteorito: Existem muitos minérios e pedras terrestres que são atraídas por ímã, um exmplo é o basalto que é uma rocha terrestre preta e pesada que é atraída por ímã. Portanto pedras pretas por dentro não são meteoritos. Meteoritos são pesados: Os meteoritos são em geral um pouco ou muito mais pesados que as rochas terrestres de mesmo tamanho. Meteoritos não são radioativos: Apesar de ficarem expostos por milhões de anos aos raios cósmicos os meteoritos não existe o perigo de serem radioativos. Meteoritos não são pedras bonitas:: Se voce encontrou uma pedra bonita e diferente mas que não possui um fina crosta de fusão por fora, ela provavelmente não será um meteorito Pedras arredondadas e polidas não são meteoritos: Os meteoritos apresentam superfície áspera e com depressões nunca lisas, redondas e polidas como pedras de rio. Meteoritos não são furadinhos: Apesar de apresentarem sulcos na superfície por dentro eles não são cheio de furinhos como uma esponja Quanto vale um meteorito? Meteoritos são valiosos tanto para a ciência como para colecionadores e seu valor irá depender de sua classificação, (existem pelo menos 50 tipos diferentes de meteoritos) quanto mais raro mais valioso. O Angra dos Reis, meteorito brasileiro que deu nome a um tipo de meteorito, os angritos, é um dos mais raros e valiosos do mundo. Para um meteorito passar a existir oficialmente e ter algum valor ele tem que ser submetido ao NomCom aprovado e publicado no Meteoritical Bulletin. Isso só ocorre após ter sido estudado por um centro de pesquisa e uma amostra tipo de pelo menos 20 gramas depositada em um museu credenciado como o Museu Nacional e mais umas 30g que será utilizada para pesquisa em laboratórios. Meteoritos não perdem o valor se forem cortados, ao contrário só possuem valor se forem estudados, mas não saia cortando sua pedra entes de entrar em contato pois poderá estar cortando um artefato indígena.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

quipe do Hubble divulga nova imagem do Universo distante Leia mais sobre esse assunto .

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/09/120926_hubble_imagens_ebc.shtml
Batizada de Extreme Deep Field (XDF), a foto capturou uma infindável quantidade de galáxias que se estende até os tempos em que as primeiras estrelas começaram a brilhar. A imagem não é um retrato normal já que alguns dos objetos estão distantes e têm brilho fraco demais para aparecerem em um simples clique. Para "vê-los", o Hubble foi obrigado a observar um pequeno pedaço do céu por mais de 500 horas - até capturar toda a luz possível. O XDF pode se tornar um valioso instrumento para a astronomia. Cada um dos objetos que aparecem na foto agora pode ser observado com mais detalhes por outros telescópios, o que pode significar anos de trabalho para os cientistas - estudando a formação e a evolução de galáxias. A nova imagem é uma atualização de um produto anterior do TEH, o Hubble Ultra Deep Field (UDF). Além das fronteiras A foto anterior foi formada a partir de dados coletados entre 2003 e 2004, quando o telescópio se concentrou na constelação Fornax, conhecida como A Fornalha. Também para esta imagem, foram necessárias muitas horas de observação para capturar a tênue luz de milhares de galáxias, distantes ou próximas, o que fez dela a mais completa foto do universo na época. Mas o XDF foi além, fechando o foco em uma área ainda menor que o do UDF. O novo retrato incorpora mais de 2 mil exposições diferentes, sacadas ao longo de dez anos pelas duas principais câmaras do Hubble, a Câmara Avançada para Pesquisas, instalada por astronautas em 2002, e a Câmara de Largo Campo 3, acrescentada ao observatório na sua última manutenção, em 2009. Para visualizar o universo além das fronteiras, o Hubble explorou a luz infra-vermelha ao máximo. Somente as ondas de luz mais longas são capazes de detectar os objetos mais distantes. Das mais de 5 mil galáxias observadas pelo XDF, uma pôde ser vista como era 450 milhões de anos depois do nascimento do universo, conhecido como Big Bang. O acontecimento teria sido registrado, segundo cientistas, há 13,7 bilhões de anos. A próxima atualização dessa imagem notável acontecerá apenas quando o sucessor do Hubble entrar em órbita. O Telescópio Espacial James Webb deve ser lançado em 2018. A nova geração de observatório espacial tem um espelho ainda maior e instrumentos infra-vermelhos ainda mais sensíveis. Com eles, astrônomos poderão ver ainda mais longe, talvez testemunhando o nascimento das primeiras estrelas do universo.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Descoberta de Netuno faz 166 anos, pouco mais de 1 ano netuniano

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6171656-EI301,00-Descoberta+de+Netuno+faz+anos+pouco+mais+de+ano+netuniano.html
Retratos do Hubble foram feitos na comemoração do primeiro ano netuniano de sua descoberta Casos de cientistas brilhantes que são ignorados por suas ideias inovadores são comuns na história. Um desses exemplos é o francês Urbain Joseph Le Verrier. Quando se descobriu que o planeta Urano não orbitava da maneira que era previsto pelos cálculos astronômicos, esse matemático propôs que ele sofria a interferência de outro planeta - ele inclusive deu a localização e massa desse corpo desconhecido. Os astrônomos franceses ignoraram sua hipótese, mas ele insistiu na ideia e mandou suas predições para Johann Gottfried Galle, no Observatório de Berlim. Galle encontrou Netuno na primeira noite de observações, com menos de um grau de divergência do previsto por Le Verrier, em 23 de setembro de 1846. O matemático francês não foi o único a prever a existência do planeta, o astrônomo inglês John Couch Adams também fez os cálculos - de maneira independente, pouco tempo antes -, mas nunca publicou sua hipótese. Dezessete dias depois de Netuno, Galle descobriu Tritão, sua maior lua. Curiosamente, Netuno está tão longe do Sol (4,5 bilhões de km) que ele demora cerca de 165 anos terrestres para dar a volta ao redor da estrela - ou seja, somente em 2011 que completamos um ano netuniano de sua descoberta. De presente, ele ganhou uma série de retratos do Hubble. Outra curiosidade, é que a órbita irregular do planeta-anão Plutão faz com que ele, de tempos em tempos, entre na órbita de Netuno e fique mais perto do Sol que este (durante um período de 20 anos a cada 248 anos). Contudo, não há risco dos dois colidirem. Ao contrário do que muitos pensam, os planetas gigantes gasosos tem um núcleo sólido. O de Netuno é do tamanho aproximado da Terra. Existe muito metano na composição de sua atmosfera (o que o deixa azul) e até mesmo água. Contudo, o azul desse corpo é mais vívido que o de Urano - mas não se sabe qual componente na atmosfera deixa a cor mais viva. Em 1989, a Voyager 2 registrou uma grande mancha escura na atmosfera de Netuno. Chamada de "Grande Ponto Escuro", a mancha é na verdade uma gigantesca tempestade (grande o suficiente para devorar a Terra) com ventos de 1,2 mil km/h. Décadas depois, o Hubble não conseguiu registrar o Grande Ponto, mas viu outras duas grandes tempestades ao longo dos anos de seu funcionamento. A Voyager 2 ainda fotografou nuvens que faziam sombra no planeta - o que permitiu calcular as distâncias entre suas camadas. Netuno tem pelo menos (sempre pode se descobrir mais) seis anéis e 13 luas. Seu maior satélite, Tritão, orbita no sentido contrário dos demais, o que indica que ele foi capturado pela gravidade do planeta em um passado distante. A lua é extremamente fria (-235°C na superfície), mas tem gêiseres que expelem material congelado a até 8 km. Desde as primeiras medições pela Voyager 2, a atmosfera de Tritão está esquentando - mas não se sabe o motivo. Mas o que aconteceu com Le Verrier? Galle queria dar o nome do francês ao planeta. A União Astronômica Internacional (IAU, na sigla em inglês), contudo, negou e acabou dando o nome do deus romano dos mares. Mas ele ganhou diversas honrarias pelo feito, como a medalha Copley, em 1846 - o mais tradicional prêmio da Royal Society (a Real Sociedade Britânica), entregue desde 1731. Ele ainda assumiu o Observatório de Paris - mas suas medidas duras para restaurar a qualidade da instituição o levaram a ser odiado pelos astrônomos. O matemático foi afastado do cargo, mas deu a volta por cima e voltou três anos depois. Ele ainda é um das 72 pessoas que teve seu nome eternizado na torre Eiffel. Le Verrier morreu em 1877. Com informações da Nasa.

Estudo descobre halo de gás gigante ao redor de nossa galáxia

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6177073-EI301,00-Estudo+descobre+halo+de+gas+gigante+ao+redor+de+nossa+galaxia.html
lustração mostra como seria o Halo. No centro, a Via Láctea e suas vizinhas - a Grande e a Pequena Nuvem de Magalhães Observações do telescópio Chandra - da Nasa (a agência espacial americana) -, do satélite japonês Suzaku e do observatório XMM-Newton - da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) - indicam que a Via Láctea está rodeada por um gigantesco halo de gás quente que teria massa comparável às de todas as estrelas de nossa galáxia somadas. Em comunicado nesta segunda-feira, a Nasa afirma que se o tamanho e a massa do halo forem confirmados, ele poderia explicar o problema dos "bárions desaparecidos". Os bárions mais conhecidos são os prótons e os nêutrons (os elétrons, que também compõem os átomos, fazem parte do grupo dos léptons). Essas partículas compõem mais de 99,9% da massa dos átomos no universo. Observações de galáxias e halos de gás muito distantes (e, portanto, que aparecem ainda jovens para nós) indicam que existiam os bárions nos primórdios do universo representavam uma parcela maior da massa do universo jovem. Ou seja, hoje, cerca de metade dessas partículas está "desaparecida". O novo estudo indica que as partículas desaparecidas podem estar nesse halo. Segundo a pesquisa, o objeto tem oito fontes brilhantes de raios-x a centenas de milhões de anos-luz de distância da Terra. Essas fontes têm temperatura entre cerca de 1 milhão e 2,5 milhão de °C - centenas de vezes mais quente que a superfície do Sol. Os pesquisadores estimam que a massa desse gás é equivalente a 10 bilhões de vezes a do Sol, talvez até 60 bilhões de vezes. Eles acreditam ainda que ele pode ter "algumas centenas de milhares de anos-luz". A densidade é tão baixa que halos parecidos em outras galáxias podem ter escapado do registro dos pesquisadores.

Descobertos novos planetas que orbitam ao redor de 2 sóis

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5554419-EI301,00-Descobertos+novos+planetas+que+orbitam+ao+redor+de+sois.html
Concepção artística mostra planeta descoberto Uma equipe de astrônomos encontrou dois novos planetas que orbitam ao redor de dois sóis, um fenômeno que foi observado pela primeira vez na história em setembro do ano passado e que consolida a suspeita de que existem milhões deles na galáxia. A Universidade da Flórida anunciou nesta quarta-feira a descoberta, da qual participaram alguns de seus astrônomos e que foi possível graças à análise dos dados obtidos pela missão Kepler, da Nasa. Os cientistas batizaram os planetas de Kepler-34b e Kepler-35b. Ambos orbitam ao redor de uma "estrela binária", um sistema estelar composto de duas estrelas que orbitam mutuamente ao redor de um centro de massas comum. "Embora a existência destes corpos, chamados de planetas circumbinários, tenha sido prevista há muito tempo, era só uma teoria, até que a equipe descobriu o Kepler-16b em setembro de 2011", explicou a instituição em comunicado. Kepler-16b foi batizado então como "Tatooine", em referência ao desértico planeta dos filmes "Guerras nas Estrelas", que tinha a peculiaridade de contar com dois sóis. "Durante muito tempo tínhamos achado que esta classe de planetas era possível, mas foi muito difícil de detectar por diversas razões técnicas", explicou o professor associado de Astronomia da Universidade da Flórida, Eric Ford. Ford acrescentou que a descoberta de Kepler-34b e Kepler-35b, que será publicada nesta quinta-feira na edição digital da revista "Nature", somado à de Kepler-16b em setembro, "demonstra que na galáxia há milhões de planetas orbitando duas estrelas". Acredita-se que os dois planetas recém-descobertos são formados fundamentalmente por hidrogênio e que são quentes demais para abrigar vida. São dois gigantes de gás de muito pouca densidade, comparáveis em tamanho a Júpiter, mas com muito menos massa. Kepler-34b é 24% menor que Júpiter, mas tem 78% menos massa, e pode completar uma órbita em 288 dias terrestres. Já Kepler-35b é 26% menor, tem uma massa 88% inferior e demora apenas 131 dias para dar uma volta completa em seus dois sóis. "Os planetas circumbinários podem ter climas muito complexos durante cada ano alienígena, já que a distância entre o planeta e cada estrela muda significativamente durante cada período orbital", explicou Ford. A missão Kepler, que começou em março de 2009, utiliza um telescópio para observar uma pequena porção da Via Láctea. Os astrônomos analisam os dados procedentes do telescópio e buscam aqueles que mostram um escurecimento periódico que indique que um planeta cruza a frente de sua estrela anfitriã. O objetivo da missão é encontrar planetas do tamanho da Terra na zona habitável das órbitas das estrelas (onde um planeta pode ter água líquida em sua superfície). "A maioria das estrelas similares ao Sol na galáxia não está sozinha, como o sol da Terra, mas tem um 'parceiro de dança' e forma um sistema binário", explicou a Universidade da Flórida. De fato, a missão Kepler já identificou 2.165 estrelas binárias eclipsantes (que tapam uma a outra desde a perspectiva do telescópio) entre as mais de 160 mil estrelas observadas até o momento.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Meteorito estoura pára-brisa de carro no Canadá

http://hypescience.com/23170-meteorito-atinge-carro/ Quando o carro da família Garchinski foi atingido por uma pedra com tanta força que chegou a quebrar o pára-brisas, Yvonne Garchinski não teve dúvidas: ligou para a polícia, acreditando que a pedra tinha sido jogada por algum vândalo. A polícia não pôde fazer muito: sem suspeitos nem testemunhas, questionaram por que o vidro frontal havia sido quebrado, mas não o traseiro. Mesmo assim, Yvonne afirma ter ficado intrigada e guardou a “pedra” que atingiu seu carro. De acordo com ela, não parecia uma rocha qualquer: era preta e fosca, com pequenos riscos acinzentados e salpicado com pontos metálicos. Colocados juntos, os pesados fragmentos encontrados no carro se juntam para formar uma pedra quase triangular.
Depois de duas semanas guardados, os cinco fragmentos finalmente tiveram um destino, depois que a chefe da família assistiu a uma reportagem e percebeu que a pedra poderia fazer parte de uma brilhante bola de fogo que havia passado pela sua cidade recentemente. » Enorme bola de fogo cai no Canadá Quando os fragmentos foram levados o professor de física Peter Brown, da Universidade de Ontário, ficou claro que o objeto era tudo que os cientistas procuravam. “Perceber que era um meteorito foi fácil”, diz Brown. “Ela é diferente de qualquer rocha encontrada na Terra”, aponta o físico. A rocha que caiu no carro dos Garchinski ficará pelos próximos três meses nas mãos de pesquisadores, que irão analisar as características químicas e minerais do objeto para tentar traçar a sua origem. Este meteorito já é considerado um dos mais meticulosamente estudados: as câmeras de alta resolução de um centro de estudos de meteoros em Ontário registrou todo o seu trajeto. Isto permitirá que cientistas analisem a sua órbita e o seu histórico com maior precisão. Grande parte dos meteoritos que caem na Terra tem mais de 4,5 bilhões de anos, e geralmente ficam com as pessoas que os descobriram. Fragmentos de rochas espaciais podem ser vendidos por aproximadamente 15 dólares (30 reais) por grama, de acordo com Brown. No caso deste curioso meteorito mais bem estudado, o valor de venda deve ser mais alto, mas a família ainda não decidiu o que fazer com ele quando voltar à sua casa.